EMDR – Eye Movement Dessensitization and Reprocessing

 

(Terapeuta em Formação)

 

Reprocessamento e dessensibilização pelo movimento do olho ou EMDR de Francine Shapiro (1995) é um método multifacetado, se não multimodal que acarreta uma cuidadosa combinação de entradas comportamentais, afetivas, sensoriais, imaginárias, cognitivas e interpessoais.

 

De certo jeito o movimento ocular abre a “caixa preta” onde estão recalcados os traumas no sistema nervoso. O indivíduo entra em contato direto com as lembranças ruins e faz o reprocessamento, a ressignificação e a superação evento crucial. Uma metodologia muito objetiva, pois, ajuda a pessoa a limpar emoções que estavam como um corpo estranho em sua vida.

 

Assista o video ao lado!

 

 

 

EMDR® – Eye Movement Desensitization and Reprocessing
Tratamento de Experiências Traumáticas por meio de Estimulação Bilateral dos
Hemisférios Cerebrais

Este informativo tem o propósito de esclarecer os objetivos e os procedimentos da estratégia psicoterapêutica denominada EMDR® – Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares. O método foi desenvolvido nos Estados Unidos no final dos anos 80 pela psicóloga Francine Shapiro, que criou o EMDR® Institute na Califórnia. O nome deve-se ao fato de que o método induz a estimulação seletiva dos hemisférios cerebrais, região onde se encontra armazenada a memória das lembranças dolorosas. Atualmente, o EMDR® Institute coordena o treinamento de treinadores, supervisores, facilitadores e terapeutas em EMDR® em todo o mundo. Somente profissionais psicólogos, e médicos com formação e experiência em psicoterapia, podem participar dos treinamentos e obter o credenciamento junto ao Instituto, condição necessária para a prática do EMDR® Inicialmente, o método foi utilizado para tratar de traumas emocionais e as seqüelas provocadas por Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). Desde então, as possibilidades de intervenção tem-se ampliado. Além de sintomas resultantes de ansiedade generalizada, fobias, síndrome de pânico, depressões, resultados promissores tem sido obtidos no tratamento de doenças psicossomáticas bem com no aprimoramento de desempenho futuro.

  • O que é um trauma e como saber identificá-lo?

Há vários sinais indicadores de trauma emocional. A passagem por experiências trágicas, tais como a perda real de pessoas queridas ou a ameaça de perda ou e risco de morte, não significam necessariamente que a pessoa venha a desenvolver um trauma. Um bom indício da existência do trauma é a impressão de que a experiência passada insiste em permanecer no presente. Basta à pessoa lembrar-se do evento perturbador, mesmo que sem querer, para que uma emoção marcante, pensamentos negativos e/ou imagens nítidas se intensifiquem. O assunto reluta em virar passado. Além da experiência traumática, outros sintomas típicos de TEPT são:

  • Re-experiência do trauma por meio de lembranças involuntárias, pesadelos ou reações desproporcionais diante de pequenas coisas que façam lembrar o evento: choro fácil e imotivado;
  • Evitação persistente de pensamentos, diálogos, sentimentos, locais, pessoas ou situações que façam lembrar o trauma; incapacidade para lembrar-se de detalhes importantes do evento; distanciamento emocional e social de pessoas subjetivamente significativas; sensação de futuro abreviado; e/ou
  • Dificuldade para adormecer ou manter-se adormecido, irritabilidade ou explosões de fúria, dificuldade de concentração, hiper-vigilância constante e prontidão contra alguma ameaça real ou imaginária; transtornos alimentares inexplicados; sobressaltos diante de estímulos neutros mínimos.
  • O que está ocorrendo no cérebro?

Estudos realizados com o auxílio de tomografias de alta precisão sugerem que a experiência traumática é tão forte que altera o funcionamento cerebral. Quando o cérebro é submetido a estresse crônico, o indivíduo perde em qualidade de vida. Daí a importância de procurar ajuda.

  • O que acontece com a memória em situação de trauma?

A memória difere da memória comum. Ao ser indagado sobre o cardápio do almoço de quinta-feira da semana passada, um indivíduo provavelmente responderia “Não tenho a menor idéia!”. Neste caso, a memória dispersou-se no passado. A memória do trauma, contudo, guarda visuais, às vezes auditivos, às vezes físicos, às vezes emocionais, como se tivesse ocorrido há pouco tempo. O indivíduo pode lembrar-se dos sons ambientes, dos talheres, das bebidas, do sabor dos alimentos. A memória fica, portanto, registrada e congelada no cérebro, principalmente no hemisfério direito, grande responsável por administrar nossas emoções. Por outro lado as ferramentas que nos permitem conferir novo significado à experiência e deixá-la finalmente no passado se encontram no hemisfério esquerdo, responsável por nossa objetividade e racionalidade.

  • Como o EMDR® funciona?

A focalização de elementos da memória traumática e a estimulação bilateral (visual, auditiva ou tátil) promovem o “diálogo” entre os hemisférios cerebrais e a “metabolização” (reprocessamento) do trauma. Em pouco tempo, o individuo tem a sensação de maior distanciamento da perturbação traumática. Espontaneamente começa a reavaliar a experiência a partir de uma perspectiva mais otimista. Por exemplo: após o reprocessamento, a lembrança do que antes era uma morte traumática normalmente perde sua capacidade de mobilizar o individuo, facilitando o resgate das lembranças de bons momentos. A partir dessas conquistas, a pessoa pode organizar melhor, superar sentimentos de culpa inadequados, planejar melhor o futuro e desejar coisas boas para si.

  • Quais são as contra-indicações de EMDR®?

Devido ao pouco tempo de existência do EMDR® e a especificidade do tratamento e traumas emocionais, a intervenção é contra-indicada em pacientes com quadros psicóticos agudos, epilepsia sem controle medicamentoso ou transtorno bipolar.

  • Quais são os riscos do método?

Devido à possibilidade da pessoa apresentar emoção intensa durante o reprocessamento, é importante que o estado de saúde física do paciente seja discutido previamente com o terapeuta em caso de dúvida. Pessoas com condição cardíaca debilitada, início de gravidez ou doenças oculares devem avaliar alternativas para maior segurança e conforto.

  • E se não tenho um trauma identificado ou não me lembro de alguma, ainda assim posso optar pelo EMDR®?

Na dúvida entre carregar um peso emocional desnecessário pela vida ou experimentar uma intervenção com EMDR®, tente a segunda alternativa.

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