Homúnculo de Penfield

 

O Homúnculo Sensório-Motor ou “Homúnculo de Penfield” é uma representação psiconeuroanatômica das funções do organismo humano: uma imagem corporal que o homem tem de mesmo.

 

Essemapeamento do córtex cerebral foi produzido pelo Dr. Wilder Penfield (1891-1976), neurocirurgião canadense quando cuidava de pacientes com epilepsia. Esse trabalho possibilitou reconhecer a correspondência de regiões corticais cerebrais com áreas do corpo humano.

 

A construção do mapa cerebral representada no córtex, no entanto, tem organização e forma diferenciada do território corpóreo caracterizando, assim, o homúnculo (homem deformado).

 

Penfield entendeu que estimulando fina e eletricamente o córtex cerebral dos pacientes pudesse provocar e controlar as crises descobrindo o foco da enfermidade.
                                                                                                                                                               
Através de anestesia local com os pacientes conscientes, Penfield perfurava seus crânios (trepanação, do grego trépanos = broca) e  removia os focos epileptogênicos.

 

O Dr Sabbatini diz que “no homúnculo motor, a região correspondente à boca e à língua ocupava uma área muito grande do córtex motor, assim como a do polegar e dos dedos da mão (regiões de movimentos complexos e muito finos), ao passo que a região correspondente às nádegas, pernas etc., ocupavam uma área relativamente muito menor (por terem movimentos mais grosseiros). No homúnculo sensorial, os lábios e as bochechas e as pontas dos dedos eram as que apareciam com maiores áreas, uma vez que são as mais sensíveis do nosso corpo, por terem mais sensores por centímetro quadrado que qualquer outra área do corpo, e ocupando, portanto, uma área desproporcionalmente maior do córtex” (Sabbatini, 1998).

 

Tais experiências resultaram em descobertas surpreendentes de áreas sensório-motoras à medida que o neurocirurgião manipulava os cérebros dos pacientes eles davam respostas sensoriais e cognitivas ligadas a memórias antigas.

 

Em 1935, Paul Schilder, psiquiatra austríaco conceituou a imagem corporal como ‘a representação do corpo que formamos em nossa mente’. (Schilder,1999). Schilder observou o modo como nosso corpo se apresenta no mundo mostrando a relevância dos aspectos socioculturais e psicológicos acima dos fenômenos fisiológicos.

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