Penso e Vejo, logo Sinto e Faço

 

No homem civilizado, os estímulos, em sua maioria, são recebidos pelos sentidos (95% dos casos), passam pela córtex cerebral para ser avaliados. O hemisfério esquerdo opera o cognitivo (pensamentos, crenças, valores). O direito trabalha gerando imagens ou representações sensoriais (visuais, auditivas, olfativas, sinestésicas de movimento e posição, e de sensações). Essas computações em frações de segundo ativam as estruturas subcorticais: lobo límbico, que geram emoções e sensações físicas. Ao mesmo tempo ou imediatamente depois são produzidas respostas motoras. Daí que: “Penso e Vejo”... (ou pode ser inverso: “Vejo e Penso”, e resulta em “Sentirei e Farei”.

 

Os pensamentos irracionais são divididos em três categorias:

1. Inconscientes (podem fazer-se conscientes ou até ser modificados por um psicoterapeuta por meios hipnóticos ou indiretos, sem tornar-se conscientes).

2. Conscientes:

A) O indivíduo não aceita que sejam irracionais, como ocorre nos casos de preconceitos ou crenças muito arraigadas. Exemplos: "Sou gordo por herança"; "Nasci sem vontade para fazer exercício"; "Sou um perdedor".

B) A pessoa aceita que são idéias irracionais, mas igualmente encontra dificuldade para modificá-las (como as idéias obsessivas ou fóbicas). "Temo que o sucesso me faça mal, sei que não é lógico, mas isso não me convence". A Psicologia Cognitiva pode modificar os pensamentos e crenças e as imagens inadequadas. Conclusão: se posso mudar o que penso e vejo, posso mudar o que sinto e faço. De fato, os "programas" corticais, consciente ou não, iniciam estas formas de emoções e comportamentos. Esse processo modifica crenças profundamente enraizadas. Posso controlar voluntariamente o que sinto! Mais fácil ainda é controlar o que faço... Por exemplo, fazer exercícios físicos, embora não tenha vontade; deixar de comer algo que engorda; ou levantar-me cedo ainda com sono. (Dr. Roberto Kertész, 2001).  

 

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