Quem trabalha em excesso por desejo próprio, deixando de lado o lazer e afastando-se da família e dos amigos, pode ser considerado um workaholic, expressão em inglês com origem nas palavras alcoholic (alcoólatra) e work (trabalho).
Os workaholics transformam o trabalho na principal razão de viver. Eles não deixam de pensar na atividade profissional até mesmo quando vão dormir ou comer. Quem tem essa síndrome não sofre com o excesso de trabalho, mesmo que isso extrapole o horário de expediente e atrapalhe os fins de semana.
As pessoas viciadas em trabalho somente se dão conta do problema quando a família e os amigos começam a se afastar. Outro alerta é o aparecimento de sintomas de estresse, insônia, pressão alta e depressão e surtos de mau humor.
Juntamente com o vício do trabalho, surgiu um novo distúrbio chamado Síndrome do Lazer, que pode ser definida pela presença de crises de ansiedade, angústia, dores de cabeça e/ou musculares, náuseas e fadiga em indivíduos que se encontram fora de suas atividades. Esse distúrbio, que afeta homens e mulheres que apresentam comportamento compulsivo pelo trabalho, manifesta-se nos fins de semana, feriados prolongados e principalmente nas férias.
As causas desses dois problemas são associadas à alta competição entre os profissionais, que se sentem pressionados a produzir mais e melhor, e às novas tecnologias na área de comunicação.
Quem trabalha em excesso e não separa nenhum tempo para o lazer deve ficar atento. Os problemas relacionados ao trabalho podem ser tratados com profissionais de psicologia e, em alguns casos, de psiquiatria.
(PREVI - Viver Bem - Sua Saúde)
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