hipnose terapeutica em curitibaO termo hipnose – hipnose clínica – vem do grego hipnos, Hypnos – o deus do sono . O significado de hipnose com o sentido de sono foi cunhado por um médico de Manchester, James Braid, após verificar que podia induzir seus pacientes a um estado de sono. Daí alguns chamarem a hipnose de braidismo.

Mais tarde o próprio Braid concluiu que a designação mais acertada deveria ser monoideísmo – fixação de uma única ideia, no entanto, o termo hipnose já havia caído no agrado do povo.  Terapêutica, vem igualmente do grego therapeutiké entendendo-se os processos adequados para aliviar, tratar ou curar os enfermos, cujo verbo terapeuo significa: cuido de; eu curo ou sirvo.

O tratamento com hipnose se dá com o cliente sentado ou deitado, de olhos abertos ou fechados, normalmente, com uma música relaxante à escolha do paciente. A pessoa vai se desligando calma e serenamente do seu entorno e indo cada vez mais para dentro de si, sua mente, seu lado inconsciente, o seu verdadeiro EU.

Nesse momento, o psicoterapeuta revestido de sua ética faz as intervenções com as técnicas inerentes conforme o caso requer mostrado na Análise Funcional com foco no Inventário Histórico de Vida do cliente. Nisso a energia psíquica represada é liberada para um estado de bem-estar e ressignificação. O psicoterapeuta tem o manejo do tratamento, a cura, todavia, está com o paciente. Só a sua mente inconsciente sabe e possui os recursos inerentes à sua questão.

Hipnose ericksoniana

De modo resumido e esquemático, a metodologia de Erickson se pauta em 3M e 2R, visando:

No polo terapeuta:

  1. MOTIVAR – é essencial. A vontade de mudar é 50% do caminho. Isso pode acontecer através de um bom rapport. E irá agir no ganho secundário.
  2. METAFORIZAR – é o meio de ser indireto atingindo o cliente nos dois níveis de inconsciência: histórias, piadas, casos, contos… As metáforas são como pontes no tratamento e viabilizam a ressignificação. Feito sob medida.
  3. MOVER – promover mudanças na direção desejada pelo cliente. Prescrever tarefas usando as resistências e os próprios sintomas. Utilizar o que o cliente traz na direção da cura. Movimento que vem de dentro.

No polo cliente:

  1. RESPONSIVIDADE – responder às mínimas pistas. Não exagerar na carga.
  2. RECURSOS – Todo mundo tem sua riqueza interior. A ela que será dirigida a ressignificação.

“Cada pessoa é um indivíduo único. Desta forma, psicoterapia deveria ser formulada para encontrar a particularidade das necessidades individuais, ao invés de recortar a pessoa de modo a caber na cama procusteana de uma teoria hipotética do comportamento humano”. (Milton H. Erickson, M.D.)

Hipnoterapia é o emprego de estratégias da hipnose clínica no tratamento de um transtorno humano conforme as demandas de cada caso. Nada a ver com a hipnose circense ou a hipnose de palco, nem com transes esotéricos ou com ilusionismo. A hipnose terapêutica (clássica ou ericksoniana) como também é nomeada é um momento de atenção focada e plena do próprio cérebro do indivíduo comprovada pelo eletroencefalograma (EEG).

Não há nenhum poder no terapeuta. Nada ocorre se o cliente não quiser. Pois, toda hipnose é uma auto-hipnose. Daí, o seu emprego clínico exigir ética, ciência, acurácia e juízo crítico de um profissional habilitado.

clinica de hipnose em curitiba

O psiquiatra e psicólogo americano Milton H. Erickson (foto) repensou a hipnoterapia e inventou o uso de metáforas para alcançar o inconsciente do paciente e tratar as causas dos problemas. Terapeuticamente, até essa época a hipnose era usada de um modo impositivo para a eliminação dos sintomas.

Veja filme abaixo:

A hipnose terapêutica pode ser clássica ou ericksoniana. Esta tem origem na Fundação Milton H. Erickson de Phoenix, Arizona/EUA. Seu postulado é de que “Há uma mente inconsciente que pode ser acessada e mobilizada para produzir alívio psicológico, liberando material recalcado, fazendo mudanças importantes na resolução de problemas.

Freud e a Hipnose

“Sem dúvida, é desejável abreviar a duração do tratamento analítico, mas só podemos conseguir nosso intuito terapêutico aumentando o poder da análise em vir em assistência do ego. A influência hipnótica pareceu ser um instrumento excelente para nossos fins. Ainda não foi encontrado substituto algum para a hipnose“. FREUD, S. Obras v. XVIII, p. 262.

O preclaro Edmond Gilliéron afirma que “a passagem da hipnose ao método das associações livres foi precoce e os elementos que determinam o ‘método psicanalítico’ de Freud quase não se alteram desde 1904 até 1939”. De fato, num escrito de 1921, Psicologia de Grupo e Análise do Ego, o editor da obra comenta que Freud “retorna a seu primeiro interesse pelo hipnotismo e pela sugestão, que datava de seus estudos com Charcot em 1885-6” e o mais esclarecedor viria num texto inacabado escrito em Londres em 20 de outubro de 1938, onde praticamente se despedindo do mundo científico afirma o valor da hipnose para a pesquisa. “Finalmente, é possível, no caso de pessoas em estado de hipnose, provar experimentalmente que existem coisas tais como atos psíquicos inconscientes… Todo aquele que tenha assistido a uma experiência desse tipo receberá uma impressão inesquecível e uma convicção que jamais poderá ser abalada” Este foi o último texto técnico de Freud publicado postumamente e terminado com reticências (…). FREUD, S. Obras… v. XXIII, p. 319

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