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Psicoterapia Comportamental, Terapia Analítico-Comportamental ou Terapia Comportamental (TC) “implica, basicamente, a análise funcional do(s) comportamento(s) problema em questão (queixa do cliente), uma vez que ela se dirige para metas de aprendizagem de outras maneiras de agir. Nesse sentido, o objetivo geral da TC é criar novas condições para essa aprendizagem; e faz isso, através da análise das contingências nas quais a queixa ou o problema está sendo mantido.

Assim, uma análise funcional das contingências em operação que produzem um comportamento desadaptativo ou mal aprendido é realizada visando a aquisição de novos repertórios comportamentais, em substituição aos deficitários ou mal aprendidos, de modo a fortalecer e manter o comportamento desejado, que ‘funciona’, permitindo, desse modo, que os indesejáveis, mal aprendidos ou desadaptativos sejam enfraquecidos.

E o terapeuta comportamental é, nesse processo todo, a pessoa que vai atuar, voluntariamente, no sentido de produzir alterações no comportamento do cliente: o comportamento do terapeuta é diretivo, ‘centrado’ no cliente.

Portanto, é preciso ficar bem claro que a TC propõe, em primeiro lugar, uma análise apurada, profunda e sofisticada de contingências, para depois propor a aplicação de tecnologia, se for o caso.

Isso porque, se a tecnologia for introduzida a partir de uma análise superficial das contingências em operação, o comportamento problema, ou sintoma, reaparece, pois uma técnica poderosa e bem aplicada pode produzir alterações em algum elemento da contingência (por ex. no organismo) e não na contingência total” (Lé Sénéchal Machado, 1997).

Dentro da Análise Clínica Comportamental têm surgido procedimentos com grande espectro de emprego validados em pesquisas, as nomeadas “Terapias de Terceira Onda” tais como:

  • Ativação Comportamental ou (BA – do inglês Behavioral Activation), publicada por Jacobson, Marttel e Addis;

  • Terapia de Aceitação e Compromisso  – (ACT – do inglês Acceptance and Commitment Therapy) de Hayes et al.;

  • Psicoterapia Analítica Funcional – FAP de Kohlenberg e Tsai;

A primeira onda é a Terapia Comportamental Clássica e a segunda a Terapia Cognitivo-Comportamental. Sob o foco da Terceira Onda de Terapiaspesquisadores têm se debruçado para compreender o sofrimento humano como sendo fundamentalmente verbal e como o comportamento verbal o produz.
Para Oliveira e Vandenberghe a FAP produz uma intensa relação íntima que torna um lugar propício para ativar o processo de mudanças nas vivências do cliente.

A FAP é uma estratégia ímpar no enfrentamento da depressão e outras psicopatologias (comportamentos-problema) pelos resultados que vem apresentando em pesquisas da comunidade científica dentro da proposta clínica do Behaviorismo Radical.

Referência: Lé Sénéchal-Machado, A. M. (1997b). Uma visão panorâmica da terapia comportamental de orientação behaviorista radical. Desafio: Revista Interativa de Ciências Sociais. Julho/97. Rio de Janeiro, Brasil. Ana Maria Lé Sénéchal-Machadoé Mestre em Psicologia Social. Psicóloga Clínica e Terapeuta Comportamental.

Internet: http://www.profala.com/artpsico63.htm.

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