Adaptação do paciente ao contexto

A terapia (…) visa basicamente adaptação do paciente ao contexto de sua vida. Estas mudanças proporcionam inativação de crenças de autodepreciação e inadaptação social. Adaptação corresponde ao enfrentamento das circunstâncias e controle do problema ou desafios advindos deste conforme a percepção do indivíduo. Quando adaptado o indivíduo emite comportamentos e pensamentos capazes de neutralizar ou minimizar a experiência estressora ou problemática. Na adaptação existe uma homeostasia entre demanda percebida e os recursos melhorando o bem-estar. Monsen, Floyd e Brookman (1992)

“Para Skinner (1953/2003), então, os comportamentos operantes (ou aqueles que operam no ou alteram o ambiente gerando consequências que, em contrapartida, aumentam sua frequência) podem ser fortalecidos a partir do reforço, resultando num processo de aprendizagem chamado condicionamento operante .

Este condicionamento sinaliza ao organismo que seu comportamento está sendo efetivo na sua adaptação ao ambiente. O comportamento não surge, então, pronto no repertório do indivíduo, mas passa por um processo de modelagem ou de aproximações sucessivas até a sua apresentação menos custosa e mais eficiente.

Nem todo comportamento aprendido, porém, é fruto de um processo de modelagem de forma a refinar sua forma de apresentação. A modelação ou aprendizagem por observação, segundo Baum (1994/1999), ocorre de vido à sensibilidade do aparato humano para ser afetado por estímulos que vêm de outros humanos, em outras palavras, o condicionamento pode ocorrer de forma indireta, por meio da aprendizagem por observação e da observação do condicionamento dos outros, por exemplo”.

Referência: de Macêdo, L. P. (2012). Adesão ao Tratamento em Uma Doença Crônica: Implicações do Repertório de Autocontrole.