Análise do comportamento

  • Diversas práticas culturais convencionou chamá-la de “Psicologia Comportamental” ou simplesmente de “Behaviorismo”.
  • Behaviorismo vem do inglês behaviour (RU) ou behavior (EUA), que significa comportamento.
  • Análise do Comportamento é uma área mais ampla do Behaviorismo Radical.
  • Há outros tipos de “Behaviorismo”.
  • O foco aqui é o Behaviorismo Radical, de Skinner

Burrhus Frederic Skinner – (1904-1990), nasceu em Susquehanna na Pennsylvania, EUA. Tornou-se um estudante acima dos padrões, interessando-se por poesia e filosofia na adolescência. Graduou-se em literatura inglesa e línguas românicas, em 1926 na Universidade de Nova York. Pensou em seguir carreira de escritor, mas decidiu-se pelo curso de pós-graduação em Psicologia Experimental, na Harvard University, onde obteve os títulos de Master e PhD. Dedicou-se em pesquisas experimentais com pombos e ratos. Dessas observações produziu extensa literatura. Criou a caixa de Skinner, na qual observava o comportamento dos animais no laboratório e suas reações a diversos tipos de estímulos. É o fundador da Análise Experimental do Comportamento e do Behaviorismo Radical, eminente psicólogo, é um dos mais importantes pensadores e cientistas do século XX. Skinner

(Skinner e filhas)

B.F. Skinner (1904 – 1990)

  Tipos de Behaviorismo

 

Behaviorismo Clássico

Behaviorismo Mediacional 

Behaviorismo Metodológico

Behaviorismo Radical


Watson e o Manifesto Behaviorista

Watson e o Manifesto Behaviorista

 

Watson ficou muito conhecido pela publicação do chamado “Manifesto Behaviorista”: um conjunto de palestras publicadas em forma de artigo em 1913 no qual defendeu o abandono da introspecção e a adoção da observação direta do comportamento como o único método possível para uma psicologia científica. (Strapasson, 2008)

A Análise do Comportamento adota o comportamento como seu objeto de estudo

 

A tradição teórica do Behaviorismo Radical tem o comportamento como seu objeto de estudo, entendido como a interação do organismo com o ambiente

 

ambiente e organismo em interacao

Para Skinner o comportamento é “fluido e evanescente”. (Skinner,1953/1965).

 

O comportamento do ser humano, para Skinner, é multideterminado pelo produto de três histórias ou níveis da evolução

O nível filogenético, que é a história da sua espécie

O nível ontogenético, que é a história de vida individual

O nível cultural, que são os determinantes sociais

Níveis da evolução, Segundo Skinner

(Skinner, 1984)

 

O comportamento é um conjunto de funções que promovem a interação do organismo com o ambiente. Envolve agir, pensar e sentir… (Skinner, 1984).

Burrhus Frederic Skinner

“Os homens agem sobre o mundo, modificam-no e, por sua vez, são modificados pelas consequências de sua ação”. (Verbal Behavior, 1957 p.15).

O comportamento é visto sob duas perspectivas

Contextual; e

Interacionista.

Esse tipo de relação, entre organismo e ambiente, determina ao cientista do comportamento, se quiser entender como se processam as interações entre as duas partes (e, portanto, para saber como os organismos se comportam), reportar-se, com prioridade, ao estudo das características do ambiente, seja ele interno ou externo, constituído de dimensões químicas, físicas, biológicas ou sociais (Carrara, 2005, p. 121).  

Comportamento é função da interação entre os organismos e seus ambientes

Função de interação entre organismos e seus ambientes

Curso de Introdução à Análise Experimental do Comportamento,

Olavo de Faria Galvão; Romariz da Silva Barros, p. 9 e 12.

 

 Exemplos de consequências da ação (comportamento) humana

 

Exemplos-de-consequências-da-ação-comportamento-humanaExemplos-de-consequências-da-ação-comportamento-humana-1 Exemplos-de-consequências-da-ação-comportamento-humana-3-300x211

Ensinar é simplesmente o arranjo de contingências de reforço sob as quais estudantes aprendem (Skinner, 1968).

Em todas as instâncias, o modo de ação do ambiente é a seleção pela consequência. (Machado, 1997)

A unidade de análise do comportamento é a tríplice contingência com o seguinte paradigma

 

Análise-Funcional-Tríplice-Contingência1

O método adotado pela

tradição behaviorista / comportamentalista para o estudo do seu objeto – o comportamento

A tradição comportamentalista adota o método experimental como instrumento para estudar o seu objeto. E mais… a observação e a interpretação. Observação do objetoO empirismo não apenas especifica o método de produção do conhecimento, como também uma posição filosófica, segundo a qual este conhecimento vem do mundo observável, e não das ideias (ou mente, consciência, psiquê, alma e afins). Este aspecto é, pois, coerente com outros atributos do behaviorismo radical, como o monismo (em oposição ao dualismo mente-corpo). Sendo assim, na clínica, o método de coleta de dados do analista (prestador de serviços) também deve ser, primordialmente, a observação do comportamento, organizado sob a forma esquemática da tríplice contingência (Del Prette, 2011).   Skinner (1945) desde cedo sugere que a análise do comportamento deve se valer também da interpretação como método. Essa possibilidade é pensada como solução para o tratamento daqueles fenômenos com alto grau de complexidade, que não se mostram acessíveis à investigação experimental. A interpretação, porém, está aqui subordinada ao arcabouço conceitual construído com o suporte da investigação empírico-experimental (…) O processo de identificação de relações funcionais entre indivíduo e ambiente (físico e social) é muitas vezes referido como análise funcional. (Tourinho, 2006).

Essa escolha é orientada por quatro referenciais

     O Behaviorismo Radical – sua filosofia;

     A Análise do Comportamento – sua Ciência;

     A Análise Experimental do Comportamento (AEC) – sua pesquisa;

     A Análise do Comportamento Aplicada – suas intervenções (via Análise Funcional).

 

 

A AEC descreve leis do comportamento subsidiadas por dados obtidos com a manipulação de variáveis em situações de pesquisa controladas (como a situação típica de laboratório). (Silva & Carrara, 2010)

 

A Análise Experimental do Comportamento (AEC) se sustenta em três alicerces

o naturalismo,

o externalismo e

o monismo para de estudar o seu objeto

Análise-experimental-do-comportamento-AEC-300x174

O comportamento é função da relação do organismo com o contexto, presente e passado

O método para identificar as variáveis dessa relação é “análise funcional” ou das contingências em operação. Isso é feito através de três perguntas:

O que está acontecendo?

Diante de que (circunstâncias)?

Com que consequências?

  “Uma formulação das interações entre um organismo e o seu meio ambiente, para ser adequada, deve sempre especificar três coisas: 1) a ocasião na qual ocorreu a resposta, 2) a própria resposta e 3) as consequências reforçadoras. As relações entre elas constituem as ‘contingências de reforço'” (Skinner, 1975, p.182).

Análise Funcional

As variáveis externas, das quais o comportamento é função, dão margem ao que pode ser chamado de análise causal ou funcional. Tentamos prever e controlar o comportamento de um organismo individual. Essa é a nossa “variável dependente” – o efeito para o qual procuramos a causa. Nossas “variáveis independentes” – as causas do comportamento – são as condições externas das quais o comportamento é função. (Skinner, 1953/1993, p. 45) Exemplo de Análise FuncionalExemplo-de-análise-funcional-300x180

Farias (2010)