Estresse e relaxamento

 

Estar em paz e harmoniaO Estresse é a primeira resposta do organismo frente a uma nova situação. Neste caso, os paradigmas comportamentais da interação do organismo com as contingências ambientais estão zerados. Até que um novo repertório de experiências do organismo (homeostasia) seja formado como resposta adaptativa, uma tensão (alerta) é produzida em todos os sistemas neurofisiológicos do indivíduo para o enfrentamento de suas novas metas. Se esta ressignificação se dá de pronto o mecanismo de alerta acusa uma readaptação do organismo ao meio e o estabiliza, do contrário, o repertório se torna ainda mais deficitário alcançando outros níveis de fragilização.

O estresse desencadeia um dispositivo biológico inato de adaptação, crescimento, motivação, sobrevivência, reprodução e proteção do organismo ao meio gerando dois padrões de respostas: ataque e fuga. Para isso, o organismo produz reações no sistema nervoso central (motoras), no sistema endócrino (hormonais) e sistema nervoso autônomo (neurotransmissores). A terapia visa levar este organismo a interagir com o meio usando os seus aparatos de sobrevivência com o menor custo de respostas, apresentando o maior espectro de resultados.

Conceito de Estresse

O estresse é uma reação do organismo a mudanças de variáveis no ambiente com consequências para o indivíduo e suas relações. Na dimensão individual constatam-se mudanças neurovegetativas, hormonais e imunológicas. Na dimensão relacional surgem alterações do indivíduo para consigo mesmo e para com outros sujeitos, na natureza, na família, na profissão, no lazer, na aprendizagem e no afeto.

Breve histórico do estresse

O termo estresse foi cunhado pelo Dr. Hans Selye, quando afirmou que o “Estresse é a resposta do corpo a qualquer demanda, quando forçado a adaptar-se à mudança”. Em suas pesquisas sobre o sistema endócrino, em 1930, o médico canadense verificou que os ratos fugiam de sua presença quando procurados para serem inoculados por hormônio. Acabavam adoecidos pelo estresse em suas fugas.

Fases do Estresse

A resposta ao estresse aparece em quatro fases:

  1. Alerta
  2. Resistência ou Adaptação
  3. Quase-exaustão
  4. Exaustão ou Esgotamento

Alterações fisiológicas diante de um estressor

  1. Tensão muscular
  2. Boca ressecada
  3. Taquicardia
  4. Nó no estômago
  5. Gastrites e úlceras
  6. Doenças de pele (urticária, dermatite, queda de cabelo, alopecia, herpes, psoríase, vitiligo…)
  7. Hipertensão arterial
  8. Disfunção sexual (frigidez, impotência, anorgasmia…)
  9. Distúrbios na menstruação (amenorréia secundária, dismenorréia)
  10. Infecções ginecológicas (corrimentos, ressecamentos…)
  11. Aumento de prolactina
  12. Tumores
  13. Obesidade e emagrecimento
  14. Alterações nos níveis de triglicerídeos e colesterol (LDL e LDH)
  15. Baixa imunidade
  16. Envelhecimento precoce

Alterações comportamentais diante de um estressor

  1. Ansiedade
  2. Depressão
  3. Cansaço em pensar
  4. Dificuldade de concentração
  5. Amnésia anterógrada (memória recente)
  6. Abatimento
  7. Indiferença
  8. Desânimo
  9. Questionamento diante da vida
  10. Autodúvidas/Insegurança
  11. Crises de pânico
  12. Falta de concentração
  13. Falta de energia para o trabalho

Principais estratégias comportamentais de intervenção

Relaxamento, respiração, habilidades sociais, percepção, administração do tempo, ritmo pessoal.

Estratégias de intervenção com a Relaxamento

  1. Visualização
  2. Indução
  3. Autoscopia
  4. Ponte ao futuro
  5. Treinamento autógeno
  6. Dessensibilização sistemática
  7. Relaxamento Muscular Progressivo
  8. Respiração diafragmática

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