Hipnose clínica em Curitiba

Hipnose-Psicologia-Previtali-300x238Hipnose terapêutica é coisa séria, não é panaceia. Não é brincadeira! Não é hipnose de palco ou circense, onde as pessoas comem cebola pensando que é maça para fazer rir os espectadores. Hipnose clínica é para curar!

A hipnose deve ser aplicada com segurança e acurácia por profissionais de saúde devidamente formados conforme recomenda os respectivos Conselhos de Classe para não trazer consequências desagradáveis aos seus usuários. O emprego inapropriado da hipnose pode despertar um núcleo patológico ou um sintoma que estava adormecido.

Por melhores que sejam os mecânicos ou os marceneiros, em suas funções, você não os pediria para trata o seu dente, não é mesmo? Você procura, com certeza, um cirurgião-dentista ou odontologista para tratar o seu dente! Então a quem você entregaria os cuidados da sua mente? Sua mente vale mais do que um dente!

Hipnose e ondas cerebrais

A hipnose científica (experimental, clínica, terapêutica) por trabalhar com estados diferenciados de ondas cerebrais se parece com outros estados de transe e/ou perda de consciência. Contudo, na hipnose clínica não se perde a consciência.

O paciente fica no seu autocontrole e comando de tudo e pode pedir para interromper o processo de indução a qualquer momento. Uma vez que toda hipnose é uma auto-hipnose – um ato consentido. É o cérebro da pessoa que controla e produz o processo de cura e não o terapeuta. O mérito é do cliente e não do clínico!

A mente objetiva, filogeneticamente, mais nova, não alcança o halo de potencial da mente subjetiva. A homeostasia do organismo é o meio de obtê-los. O que se pode alcançar em hipnose numa baixa frequência das ondas cerebrais:

Ondas cerebrais Psicologia Previtali

A sincronização inter-hemisférica

O Dr. Nitamo Federico Montecucco, do Cyber Holistic Research, estudou, de 1990 a 1994, na Itália e em dois mosteiros indianos, a instabilidade da atividade entre os dois hemisférios. A dessincronização EEgráfica entre os hemisférios cerebrais com preponderância no esquerdo, provocava em certos indivíduos a falta de consciência e doenças psicossomáticas, diametralmente oposto do alto nível de sincronização inter-hemisférica experimentada por pessoas saudáveis que praticavam meditação e relaxamento.

O cérebro triádico e a hipnose

Junte-se a tais dados o ensino do neurocientista americano Dr. Paul MacLean sobre a integração (equilíbrio) dos sistemas do cérebro triádico: reptiliano, paleocórtex e neocórtex, cada qual com estruturas e funções singulares como as de um computador. Para ele a instabilidade entre esses sistemas é que gera as neuroses, fenômeno chamado por ele de esquizofisiologia, donde vêm os distúrbios psicossomáticos.

 

A Hipnose como recurso ou ferramenta auxiliar na psicoterapia

A hipnose terapêutica deve ser usada como um recurso ou ferramenta auxiliar após uma profunda entrevista ou anamnese com base na história de vida da pessoa que leva o clínico a avaliar o seu emprego dessa técnica ou não com base no diagnóstico e prognóstico de cada caso.

Há uma linha divisória na hipnose antes e depois do Dr. Milton H. Erickson, médico, psicólogo, mestre em ambas as áreas, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, autor do Princípio Ideodinâmico (uma ideia é um ato em estado nascendi, algo que vem de dentro ou uma resposta interior). Em suas pesquisas ele expurgou a hipnose da roupagem mística, mítica e circense. A hipnoterapia ericksoniana, também chamada de “materna” ou “light” é feita de dentro para fora.

Erickson recriou com uma multiplicidade de técnicas o método descoberto e abandonado por Freud por influência da tradição positivista-mecanicista que dominava a fisiologia de seus dias.

Agora, entrar em hipnose é desfrutar de um estado leve da mente, relaxando o corpo com baixo consumo de energia. Parece um sono. Apenas “parece”, porque o sujeito, quando quer, tem o controle de tudo, podendo até abrir os olhos. Dr. James Braid, MD, inglês, nomeou o fenômeno como hipnose (do grego hipnos = sono). Depois quis mudá-lo para monoideísmo – fixação de uma única ideia, mas o nome havia se generalizado. Esse estado no EEG mostra ondas cerebrais do estádio I, semelhante à vigília.

Imagens de ressonância magnética funcional de um cérebro em hipnose

Cérebreo em Hipnose Relaxamento Relaxamento: No início da hipnose ocorre a ativação de parte do hemisfério “E” pela indução. Cérebro em Hipnose Criatividade Alta Criatividade Alta: Ativação bilateral dos lobos occipitais com aumento da imaginação e visualização.
Cérebro em Hipnose Desativação Desativação progressiva do giro frontal superior “E”, com aumento do pensamento dedutivo. Cérebro em Hipnose Sono Profundo Sono Profundo: Ativação do giro anterior do cíngulo à “D” promovendo alucinações

O sujeito sentado ou deitado, de olhos abertos ou fechados, com ou sem música relaxante, vai deslizando gradativamente do seu entorno, para um estado especial de consciência, com a exclusão parcial psíquica – a mente objetiva (sensorial) desce e a subjetiva sobe (RHODES, 1950), possibilitando ao clínico fazer as intervenções inerentes. É bom repetir que toda hipnose é uma auto-hipnose – um ato consentido.

A hipnose em qualquer tratamento otimiza e maximiza os resultados, além de reeducar o ritmo orgânico. Alguns autores sugerem que a nível neuroendócrino, o organismo pode-se auto regular produzindo uma psiconeuroimunoestimulação.

Quem pode aplicar a hipnose com segurança clínica

A hipnose pode ser utilizada por especialistas médicos, odontólogos, por psicólogos e fisioterapeutas, conforme seus respectivos Conselhos:

1) O Conselho Federal de Psicologia, em 2 de fevereiro de 1975, através de sua Resolução 08/75, aprova a utilização da Hipnose, criando a “deontologia hipnótica em psicologia”. Mais recentemente, uma regulamentação detalhada do assunto foi também definida pelo mesmo Conselho pela Resolução CFP nº 013/00, de 20 de dezembro de 2000.

2) Resolução do CFO-185/93. CAPÍTULO II – Atividades Privativas do Cirurgião-Dentista: “V – aplicar anestesia local e troncular; VI – empregar a analgesia e a hipnose, desde que comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o tratamento”.

3) A Resolução n.º 42 do CFM (Conselho Federal de Medicina) em 20 de agosto de 1999, fez da hipnose Ato Médico com o nome de Hipniatria, devendo ser exercida por médicos, psicólogos e dentistas.

4) Em 2000 foi distribuído pelo CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO RJ o MANUAL DO MÉDICO e nele na página 91 consta: “A hipnose é reconhecida como valiosa prática médica, subsidiária de diagnóstico e de tratamento, devendo ser exercida por profissionais devidamente qualificados e sob rigorosos critérios éticos”. O termo genérico adotado por este conselho é o de Hipniatria.

5) Resolução n.º 2.407 de 10/10/2002 (do CEP/UNIRIO) criou a primeira pós-graduação Latu-Senso de Hipnose. Coordenação: Prof. Jarbas Delfino dos Santos.

Indicações da hipnose

Suas indicações por dentistas e médicos aumentam a cada dia usando a hipnoanestesia em suas intervenções, associando ou não a anestésicos. Na psicoterapia ela tem produzido excelentes resultados em: fobia, estresse, síndrome de pânico, memória, depressão, tabagismo, timidez, ansiedade, insegurança, treinamento para o parto sem dor, gagueira, obesidade, sexualidade, alcoolismo, drogas, ajuda no controle da pressão arterial, descoberta de objetivos; preparação para: viagem, parto, cirurgias e provas; aceleração da aprendizagem e melhora da memória; reformulação de crenças limitantes, entre outros, comprovando a “equação equilíbrio mente–corpo”, pois, se a mente pode produzir doença, certamente conhece os mecanismos da cura.

Aplicações da hipnose com resultado eficaz

Anorexia Nervosa Distúrbios gástricos Manias Saúde
Ansiedade Doenças das vias respiratórias Masturbação Síndrome Dissociativa
Aprendizagem Eczemas Medo de Falar em Público Síndrome do pânico
Asma psicossomática Enrubescimento Medos em Geral Sonambulismo
Baixa-Estima Enurese Memória Stress em Geral
Bulimia Enxaqueca Menstruação dolorosa Sugestopedia
Chupar o dedo Fibromialgia Obesidade Timidez
Complexos Fobia Específica Oncologia Transtorno Obsessivo Compulsivo
Controle da Dor Fobia Social Parto sem dor Urticária
Coriza Gagueira Perturbações do sono Vaginismo
Correção de Hábitos e Vícios Humor Prurido Vulvar Verrugas
Depressão Impotência Prática Desportiva Vestibular e Concursos
Desenvolvimento Pessoal Insegurança Pressão sanguínea alta Vitiligo
Dispareunia Insônia Psoríase Vômito da Gravidez
Dispneia LER – Tendinite Roer as unhas Zumbido no ouvido

Como é feito o trabalho no consultório?

Pode-se atender em grupo ou individual, a partir de uma idade em que se tenha consciência. Há terapeutas que atendem crianças. O autor deste trabalho ao usar a hipnose em terapia familiar, individual e de casal, tem tido bons resultados com pacientes pré-adolescentes em torno de 10 anos, adolescentes e adultos em geral.

Quando o paciente está em hipnose pode ocorrer mais rapidamente o processo de quebra de padrão do comportamento desadaptado ou a ressignificação do conflito trazendo homeostasia ao organismo.

A comprovação Neurológica da Hipnose

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