A hipnose deve ser aplicada com segurança e acurácia por profissionais de saúde devidamente formados conforme recomenda os respectivos Conselhos de Classe para não trazer consequências desagradáveis aos seus usuários, considerando que seu emprego inapropriado pode despertar um núcleo patológico ou um sintoma que estava adormecido.

Hipnose em Curitiba

Por melhores que sejam os mecânicos ou os marceneiros, você só confia num cirurgião-dentista para tratar o seu dente! Então a quem você entregaria os cuidados da sua mente?

A hipnose científica (experimental, clínica, terapêutica) por trabalhar com estados diferenciados de ondas cerebrais se parece com outros tipos de transe e/ou estados alterados da consciência. Contudo, na hipnose clínica não se perde a consciência, pois, o indivíduo em hipnoterapia mantém  o “rapport” com o hipnoterapeuta através do ponto vigil. Este é o foco de inibição cortical (córtex sensório-motor) pela transmissão de estímulos sensoriais verbais (monótonos, rítmicos, débeis, repetidos), não verbais, extraverbais, de imaginação e táteis.

Ondas cerebrais e estados correlatos

O paciente fica no seu autocontrole e comando de tudo e pode pedir para interromper o processo de indução a qualquer momento. Uma vez que toda hipnose é uma auto-hipnose – um ato consentido. É o cérebro da pessoa que controla e produz o processo de cura e não o terapeuta.  O mérito é do cliente e não do clínico!

Hipnoterapia Psicologia PrevitaliA hipnose terapêutica deve ser usada como um recurso ou ferramenta auxiliar após uma profunda entrevista ou anamnese com base na história de vida da pessoa que leva o clínico a avaliar o emprego dessa técnica ou não com base no diagnóstico e prognóstico de cada caso.

Há uma linha divisória na hipnose antes e depois do Dr. Milton H. Erickson, médico, psicólogo, mestre em ambas as áreas, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, autor do Princípio Ideodinâmico (uma ideia é um ato em estado nascendi, algo que vem de dentro ou uma resposta interior). Em suas pesquisas Erickson expurgou a hipnose da roupagem mística, mítica, teatral e circense. A hipnoterapia ericksoniana, também chamada de “materna” ou “light” é feita de dentro para fora pelo relaxamento.

Erickson recriou com uma multiplicidade de técnicas o método descoberto e deixado por Freud por influência da tradição positivista-mecanicista que dominava a fisiologia de seus dias.

Agora, entrar em hipnose é desfrutar de um estado leve da mente, relaxando o corpo com baixo consumo de energia. Parece um sono. Apenas “parece”, porque o sujeito, quando quer, tem o controle de tudo, podendo até abrir os olhos.  Dr. James Braid, MD, inglês, nomeou o fenômeno como hipnose (do grego hipnos = sono). Depois quis mudá-lo para monoideísmo – fixação de uma única ideia, mas o nome havia se generalizado. Esse estado no EEG mostra ondas cerebrais do estádio I, semelhante à vigília.

teoria da exclusao psiquica relativa

 

O sujeito sentado ou deitado, de olhos abertos ou fechados, com ou sem música relaxante, vai deslizando gradativamente do seu entorno, para um estado especial de consciência, com a exclusão parcial psíquica – a mente objetiva (sensorial) desce e a subjetiva sobe (RHODES, 1950), possibilitando ao clínico fazer as intervenções inerentes. É bom repetir que toda hipnose é uma auto-hipnose – um ato consentido.

 

A hipnose em qualquer tratamento otimiza e maximiza os resultados, além de reeducar o ritmo orgânico. Alguns autores sugerem que a nível neuroendócrino, o organismo pode-se auto regular produzindo uma psiconeuroimunoestimulação.

A mente objetiva, filogeneticamente, mais nova, não alcança o halo de potencial da mente subjetiva. A homeostasia do organismo é o meio de obtê-los. O que se pode alcançar em hipnose numa baixa frequência das ondas cerebrais.

 

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