Neurotransmissores e hormônios

Os neurotransmissores e os hormônios são ativados na hipnose. A hipnose se processa no intercâmbio dos sistemas: sistema nervoso autônomo, endócrino e imunológico. Sua atuação se dá fundamentalmente no eixo córtico-límbico-hipotálamo-hipofisário e sistema nervoso autônomo, responsável pelo processo muscular e glandular, que controla o subsistema simpático e parassimpático. O ramo simpático (hipotálamo posterior) atua na excitação do organismo preparando-o para as emergências de medo, luta ou fuga, dispersando energia. O parassimpático (hipotálamo anterior), inversamente, age no estado de repouso e na conservação energética. Normalmente essas duas subestruturas funcionam antagonicamente, regidas pelo hipotálamo. Em 1977, o cientista Weiner confirmou o tratamento por hipnose em múltiplos transtornos psicossomáticos e em 1981, Ader demonstrou por estudos psiconeuroimunológicos como o sistema imunológico se comunica com o hipotálamo através de neurotransmissores (imonotransmissores) nomeados mediadores químicos (MACHADO, 1991, p. 230.) ou “moléculas mensageiras” (ROSSI, 1997, pp. 139, 144 152). São elas:

1) neuropeptídios, que modulam o sistema nervoso central, sistema nervoso periférico e órgãos do sentido (prazer, dor, emoção, estresse, aprendizagem, memória) e na terapia mente-corpo;

Neuropeptídeos são cadeias de dois ou mais aminoácidos unidos por pontes peptídeas que se diferenciam de outras proteínas só pelo comprimento da cadeia de aminoácidos. Tem-se sequenciado ao redor de 100 neuropeptídios de fontes biológicas. Seu tamanho pode variar desde dois aminoácidos, como por exemplo, a carnosina, até mais de 40 aminoácidos.

Na adaptação do organismo ao estresse participam, além desses hormônios e neuro-hormônios produzidos pelas supra-renais, também os elementos celulares, tais como os linfócitos. Junto com tudo isso, acredita-se atualmente no importante papel dos neuropeptídeos na regulação, transmissão e execução das ações do sistema nervoso. São proteínas liberadas a partir de terminações nervosas em diversos órgãos, incluindo o hipotálamo, e também por células linfóides.

Na imunidade, tomando a asma brônquica como exemplo, além do envolvimento de catecolaminas, tem-se demonstrado a participação de alguns neuropeptídeos nas reações alérgicas. O principal neuropeptídeo identificado até agora é a chamada Substância P, um neuropeptídeo liberado por terminações nervosas na mucosa brônquica e, certamente, um dos componentes mais importantes nas chamadas reações asmáticas tardias. Outro neuropeptídeo, a capsaicina, teria um importante papel nas reações alérgicas caracterizadas por edema e eritema cutâneos que ocorrem na urticária.

2) citocinas, que mobilizam, no sistema imunológico, as células brancas para a defesa e alteram a motivação e o ânimo;

As citocinas são proteínas que modulam a função de outras células ou da própria célula que as geraram. São produzidas por diversas células, mas principalmente por linfócitos e macrófagos ativados, sendo importantes para o controle da resposta imune.

As citocinas dependem da ligação com receptores específicos da membrana celular para desempenharem sua função. Normalmente, há a necessidade da ação de mais de uma citocina para uma resposta imune, por isso elas agem em conjunto, formando uma rede complexa, na qual a produção de uma citocina influenciará a produção ou resposta de outras.

Se a célula que produziu a citocina for um linfócito ativado, esta é chamada de linfocina. As interleucinas (IL), atualmente numeradas IL-1 a IL-8, são citocinas produzidas por células hematopoiéticas (que formam o sangue).

Outros exemplos de citocinas são: interferons (IFN), fatores estimuladores de colônia (CSF), fatores de necrose tumoral (TNF), fatores de crescimento e quimiocinas. Os IFNs, por exemplo, agem na limitação da propagação de determinadas infecções virais.

Os CSFs possuem importante papel na divisão e diferenciação das células-tronco na medula óssea e dos precursores dos leucócitos do sangue. As ILs têm muitas funções, mas a maioria está envolvida na indução de divisão e diferenciação de outras células. Cada IL atua em um grupo específico de células, de acordo com os receptores adequados para cada uma. As outras citocinas possuem funções principalmente nas reações inflamatórias e citotóxicas.

3) hormônios, que regulam o metabolismo no sistema endócrino;

4) neurotransmissores, como (adrenalina, dopamina, norepinefrina, cortisol) usados pelo sistema autônomo para ativar o simpático e outros como (acetilcolina, melatonina, endorfina, encefalina, serotonina), que pelo parassimpático facilita a criatividade, o relaxamento e a cura.

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