Psicoterapia é mais do que uma conversa

Terapia é mais do que conversa

A psicoterapia pode produzir mudanças em sua qualidade de vida

Muitos que procuram psicoterapia querem saber como funciona… “Tá, mas vamos ficar só conversando?”, “Terapia é isso?” “Achei que íamos escrever, sei lá….” Há um mito no que diz respeito a “fazer terapia”. Como funciona? Quando é necessário? E por aí vai…. O fato é que terapia não é só uma conversa….ela pode parecer, mas é uma conversa orientada aos objetivos, tanto do terapeuta, como do paciente…

Quando uma pessoa procura a terapia, em geral está buscando o alívio para algum sofrimento. Esse desconforto é produto do ambiente no qual a pessoa vive, onde não está conseguindo interagir para alcançar aquilo que deseja ou não está tendo sucesso ao esquivar-se de situações aversivas. Em ambos os casos, a pessoa estaria se comportando sob condições adversas que lhe trazem sentimentos negativos. Tais sentimentos são expressos na terapia de maneira verbal e, neste sentido, conversar faz parte do processo terapêutico.

A psicoterapia vai muito além de um diálogo

Mas a terapia não consiste apenas em uma conversa, pois o falar, por si só, não produz qualquer mudança significativa nas condições adversas presentes na vida do cliente. O relato verbal do cliente é útil para que o terapeuta componha as contingências (relações entre o cliente e seu ambiente) em operação na vida daquele, e são justamente essas contingências que serão o material de trabalho do terapeuta.

Após a análise das contingências em operação, o terapeuta procura traçar procedimentos para melhorar a atuação do cliente diante delas. Muitos destes procedimentos são compostos por instruções verbais, comentários, descrições etc. que visam aumentar o autoconhecimento do cliente sobre as variáveis que controlam seu comportamento e, finalmente, modificá-las. Assim sendo, o conversar durante a sessão não é um mero bate-papo, com conselhos aleatórios que poderiam ser dados por qualquer outro interlocutor, como um parente ou amigo. Pelo contrário, o conversar tem a função de promover o autoconhecimento, cuja origem é social e, portanto, a forma mais fácil e rápida de atingi-lo seria através de uma conversa, onde o ouvinte – no caso, o terapeuta – daria dicas para o falante de quais eventos devem ser observados.

Na psicoterapia o mundo debaixo da pele se revela

Como diria Skinner (1974, p.31), “o autoconhecimento é de origem social. Só quando o mundo privado de uma pessoa se torna importante para as demais é que ele se torna importante para ela própria. Ele então ingressa no controle de comportamento chamado conhecimento. Mas o autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma’ por meio de perguntas que lhe foram feitas está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento”.

É por essa razão que a terapia é, em sua maior parte, verbal, o que acaba parecendo apenas uma conversa, embora as técnicas e procedimentos adotados sejam bastante específicos e tenham função diversa de um bate-papo informal.

Fonte: www.terapiaporcontingencias.com.br/

Terapia Comportamental em Curitiba