Reestruturação cognitiva

A reestruturação cognitiva consiste em uma série de intervenções que se originaram das teorias e terapias cognitivas de Beck, Emery e Greenberg (1985) e Ellis (1962). Os pacientes com fobia social são ensinados a identificar estes pensamentos – distorções cognitivas – fazer o teste da realidade e corrigir os conteúdos distorcidos e as crenças disfuncionais subjacentes.

Esta reavaliação e correção das cognições distorcidas permitem ao paciente perceber que na grande maioria das vezes estava hipervalorizando negativamente uma situação e desvalorizando sua capacidade de enfrentamento da mesma situação (Clark & Wells, 1995; Lucock & Salkovskis, 1988; Taylor & cols., 1997).

Na reestruturação cognitiva, portanto, o cliente é encorajado e treinado a fazer uma reavaliação na percepção do seu ambiente. Pois, dependendo do quadro em que se encontra em termos de sensibilidade ao contexto em que está inserido a pessoa pode apresentar na sua cosmovisão a tríade negativista de Beck, tempo em que há um tríplice olhar negativo: de si mesmo, do mundo e do futuro.

Mesmo em se tratando de pessoas com grande competência social elas se portam agora como inábeis em interações onde haviam demonstrado habilidades como atores em seu cotidiano. Como exemplo, no caso do medo, tal fenômeno ocorre como resultado da independência entre os sistemas fisiológico, cognitivo e comportamental, conforme o modelo-de-três-sistemas do medo de Lang.

Pode, então, o indivíduo como todas as suas habilidades estar apresentando em seu ambiente recursos ultrapassados, regredidos ou inapropriados para a sua êxito, situação em que não acessa os reforçadores disponíveis e pode até ser punido por não estar percebendo as mudanças ocorridas no contexto. Daí a necessidade de reestruturação cognitiva.

Essa estratégia está disponível no Consultório de Psicologia em Curitiba – Psicologia Previtali.