Sistema límbico – Sede das emoções

O sistema límbico, como centro de conexão das funções e de coordenação, modula o comportamento afetivo-vegetativo-motor. A função principal do sistema límbico consiste na elaboração de emoções e facilitação de mecanismos para fixação permanente da memória.

Existem estreitas relações com as regiões centrais das estruturas vegetativas no hipotálamo. Da mesma forma, existem relações diretas com a formação reticular e os centros motores extrapiramidais no tronco cerebral, assim como com a córtex.

A atuação conjunta dessas importantes estruturas é responsável, de forma decisiva, pelos impulsos e modulação afetiva. Essas estreitas relações estruturais e funcionais explicam porque, nas afecções do tipo síndrome psicorgânica, estão alterados frequentemente os impulsos e a afetividade, assim como as funções mnésicas. – Fonte: O Cérebro, Merck

sistema limbico das emocoes no cerebro

“O riso é tão importante para nossa vida quanto a inteligência ou a criatividade”

Rir nos torna mais inteligentes, criativos e saudáveis, segundo o neurocientista cognitivo Scott Weems. Nesta entrevista, ele conta como isso acontece e explica de que maneira algumas gargalhadas revelam crenças e preconceitos e oferecem soluções inéditas para nossos problemas

“A área cerebral responsável pelo humor faz parte do sistema límbico, que regula emoções primordiais como medo ou raiva. São sentimentos essenciais para a sobrevivência. Rir é tão importante para nossa vida quanto a inteligência ou a criatividade. O humor evoluiu e se tornou o que é hoje porque, provavelmente, em algumas situações, se não pudéssemos rir, teríamos entrado em conflito ou morrido. Dar risada é parte fundamental do que somos”.

Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-riso-e-tao-importante-para-nossa-vida-quanto-a-inteligencia-ou-a-criatividade

O medo que tortura

Milhões de brasileiros enfrentam um pesadelo cotidiano: as fobias e os transtornos de pânico. A boa notícia é que muitos estão procurando ajuda

“Qual seria a origem desses tipos de desordem mental que atingem milhões de pessoas mundo afora? Há cerca de um século começaram as primeiras investigações a respeito do assunto. Elas logo se bifurcaram. Nos Estados Unidos, onde predomina a visão cientificista, os estudiosos sempre tentaram delimitar com exatidão as áreas do cérebro responsáveis pelo medo. A ideia que os move é encontrar uma droga que atue sobre elas e elimine distúrbios fóbicos e afins. Paralelamente, os americanos desenvolveram tratamentos derivados da psicologia comportamental, que vêm encontrando grande ressonância entre os médicos brasileiros (veja quadro). Na Europa, onde as correntes psicanalíticas têm mais força, a abordagem do problema privilegia a história pessoal de cada paciente. Desse ponto de vista, o medo patológico é apenas a expressão de uma angústia mais profunda. Não pode ser considerado uma doença em si.

Os dois lados contabilizam conquistas e tropeços. Hoje se sabe que as amígdalas, estruturas cerebrais localizadas na região das têmporas, têm a função de identificar situações de perigo e enviar ao hipotálamo, local de controle do metabolismo, o sinal para que certas reações sejam deflagradas (veja quadro). As amígdalas reconhecem uma ameaça porque são alimentadas pelo sistema límbico, a parte mais primitiva do cérebro, que constitui uma espécie de banco de memória do medo. É no sistema límbico que estão armazenadas as informações que remetem a temores ancestrais, como os de animais ferozes, fogo ou escuridão. Além disso, o sistema límbico registra dados que se referem a experiências em que o medo foi adquirido por aprendizado ou por trauma. De acordo com pesquisas recentes, os fóbicos apresentariam uma hiperatividade nessa região”.

Fonte(s): www.vejaonline.com.br