Teoria da exclusão psíquica relativa

Todo ser humano, na verdade, possui duas mentes: uma objetiva, racional (consciente) e outra subjetiva, emocional (inconsciente) habitando o seu cérebro. A Neurociência tem mostrado as atividades do hemisfério cerebral direito mais ligado às emoções, onde há o congelamento dos eventos cruciais ou memórias traumáticas, e as funções do esquerdo mais a serviço da razão. Esta coordenando as funções sensoriais: visão, audição, olfato, paladar e tato, bem como as funções mentais. A mente está sempre em atividade quer na vigília quer no sono.

teoria da exclusao psiquica relativaA teoria da exclusão psíquica relativa da mente sustenta a premissa de que a mente objetiva age indutiva e dedutivamente e a subjetiva só raciocina dedutivamente. Quando a pessoa entra em estados de ondas cerebrais profundos dá lugar à mente subjetiva, onde estão os arquivos da memória (agradáveis ou dolorosas). Quando isto acontece pode-se trabalhar os medos, as angustias e outras doenças psicossomáticas. Deve-se levar em conta que algumas pessoas são hipnotizadas com mais facilidade. Mas, com certo treino todas as pessoas podem entrar em algum nível (estado hipnoidal, leve, médio, profundo e sonambúlico) para o tratamento.

Como numa gangorra a parte de sua mente consciente desce e a inconsciente sobe exumando os incidentes cruciais que estavam armazenados (acontecimentos traumáticos), trazendo à tona os recursos internos que estavam represados.

Freud e os pós-freudianos afirmam que tudo que a pessoa experienciou fica gravado em seus arquivos mnêmicos (registros de memória). O material reprimido no inconsciente provoca desconforto. E o que se quer na análise é o levantamento do recalque para a outorga da cura.

Em 1930, Freud escreve que precisa voltar a um problema mais geral sobre a mente ”o erro de supor que o esquecimento com que nos achamos familiarizados significava a destruição do resíduo mnêmico – isto é, a sua aniquilação – ficamos inclinados a assumir o ponto de vista oposto, ou seja, o de que, na vida mental, nada do que uma vez se formou pode perecer – o de que tudo é, de alguma maneira, preservado e que, em circunstâncias apropriadas (quando, por exemplo, a regressão volta suficientemente atrás), pode ser trazido de novo à luz”. (FREUD, S. Obras Completas, v. XXI, p.87).

Com a hipnose produz-se, essa regressão, através de um estado leve na mente pelo relaxamento do corpo e baixo consumo de energia no aparelho psíquico. É um estado alterado (especial) de consciência. Parece um sono. E de fato é um sono paradoxal. Mas o ponto vigil da córtex cerebral do paciente permanece interagindo com o psicoterapeuta para as intervenções ou os manejos necessários