Tratamento da ansiedade em Curitiba

Ansiedade MulherAnsiedade é um dos transtornos mais intensos e comuns do nosso tempo. Os conceitos mais propagados afirmam que a ansiedade é uma exuberância das emoções com expressões objetivas e/ou subjetivas. O indivíduo nesse quadro sente a sua integridade inexplicavelmente ameaçada no plano físico e no psíquico.

Quando o sentimento se apresenta somente no plano subjetivo é dita ansiedade; quando a ameaça é real, a sensação é tida como medo; quando não tem relação de causa e efeito conhecidos é nomeado como fobia; demonstrada organicamente como aperto no peito é nomeada angústia (do Latim angor, sufocamento ou peito apertado).

Quando a crise ocorre em situações inesperadas, de modo distinto, imprevisível ou súbito é chamado de ataque de pânico; e se os ataques de pânico são frequentes trazendo danos no quadro familiar, laboral e social, a nomenclatura pode ser vista com síndrome do pânico. Sintoma similar, persistente, de duração diária com expectativa catastrófica é dito transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

A pessoa ansiosa na maioria das vezes não se sente centrada no contexto, no pensar, no sentir e no agir. Ela está no futuro ou no passado e jamais onde gostaria de estar.

Por si só, a ansiedade é uma resposta emocional adaptativa do organismo ao ambiente em três níveis: subjetivo (cognição/consciência), neuroendócrino (cortisol, adrenalina, noradrenalina, glucagon, e hormônio antidiurético) e visceral (respostas autonômicas: subsistemas simpático e parassimpático).

No entanto, as emoções em níveis exacerbados trazem prejuízos à pessoa.

Inexiste um pensamento comum sobre o conceito de ansiedade. A definição se dispersa tanto quanto são as abordagens terapêuticas, mesmo dentro de seus enfoques.

O tratamento da ansiedade acontece com recursos terapêuticos como: terapia de compreensão, ressignificação, EMDR terapia, hipnose terapêuticareaprendizagem e, quando necessário, apoio médico com prescrição de fármacos. Em não poucos casos, a literatura e a clínica, tem mostrado o percurso inverso em razão da cultura do tomar remédio e das respostas imediatas. Fato que leva, nesses casos, a psicoterapia a ser iniciada tardiamente em situações quase de cronificação demandando alto custo de resposta na mudança comportamental para a resolução do problema.

É tão mais promissor o resultado quando se começa o tratamento da ansiedade diante dos primeiros sintomas!

A terapêutica da ansiedade, tanto quanto da depressão e de outros transtornos, não poucas vezes aparecem reconhecidos por processos biológicos e cognitivos, sem atentar para a interação organismo-ambiente. É nessa interação que se encontra as variáveis controladoras do comportamento-problema ou queixa que leva o paciente a procurar ajuda.

O modelo nosográfico, lamentavelmente, tem limitado o sofrimento humano a um sistema reducionista, classificatório e padronizado (DSM, CID) onde a visão nomotética (sintomática, generalista) ofusca a visão idiográfica (circunstâncias ambientais, particularidades pessoais). Tal classificação justificaria a medicalização e a terapêutica reduzir-se-ia à clínica da medicação. A situação aguda de agora se tornaria crônica depois. E sem qualquer relação terapêutica o tratamento estaria focado tão somente no sintoma.

Entretanto, o repertório comportamental de uma pessoa com todos os seus atributos e possibilidades não se reduz a números e letras de um código e/ou manual. Há de se pensar que o indivíduo num quadro dito depressivo hoje pode ser o promotor de resultados úteis amanhã, dependendo da discriminação que ele faz das variáveis de controle do problema e das intervenções apropriadas do psicoterapeuta. Pois, o comportamento humano não é estático e nem limitado ao espaço-tempo. Pelo contrário, ele é um processo, é dinâmico, é fluido e evanescente. (Cf. Skinner, B. F., 1953. Science and Human Behavior. New York: McMillan).

Tratar o sintoma somente não resolve! De nada adianta pintar a bomba para tratar a água do poço. Por isso, é indispensável o Histórico de Vida do cliente, uma Anamnese aprofundada e emprego da Análise Funcional para se discriminar as contingências causadoras do transtorno ansioso para se chegar ao diagnóstico da situação, o prognóstico de tratamento e as intervenções através de recursos terapêuticos apropriados.